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O "tudo em todos" e a impossibilidade de um tormento eterno

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  1Coríntios 15:28 A21 [28]  E, quando todas as coisas lhe estiverem sujeitas, então o próprio Filho se sujeitará àquele que todas as coisas lhe sujeitou,  para que Deus seja tudo em todos. A paz do Senhor! Nesta publicação, mais uma vez abordarei uma alegação aniquilacionista que questiona o tormento eterno dos ímpios. O texto bíblico mencionado, aparentemente, contradiz a perspectiva cristã majoritária. Para aqueles que acreditam na extinção dos injustos após o juízo final, a ideia de que Deus será tudo em todos se torna incoerente, pois implicaria que ainda haveria ímpios em algum lugar do universo. Será que esse argumento é válido? Vale ressaltar que esse texto é amplamente utilizado na heterodoxia. Por exemplo, os universalistas aplicam o mesmo argumento e versículo para desafiar a crença tradicional, alegando que, no fim, todos, incluindo o diabo e seus anjos, serão reconciliados. Segundo eles, apenas dessa forma Deus poderia ser tudo em todos. Ou seja, para os univ...

Aniquilacionistas mudam argumento em Mateus 25:46

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  A paz do Senhor! Depois de abandonarem a ideia de que o termo "eterno" se refere apenas a um longo período de tempo, uma vez que ele também é aplicado paralelamente à vida, muitos aniquilacionistas passaram a adotar uma nova interpretação criativa para explicar a passagem em questão. Agora, admitem que o texto realmente se refere a um "castigo eterno", como está escrito, mas argumentam que esse castigo é eterno apenas em suas consequências. Para sustentar essa ideia, afirmam que o versículo estabelece um contraste em que a vida é o oposto do castigo, que eles interpretam como sinônimo de morte. Chegam até a advogar que, no original, o termo grego para “castigo” era entendido pelos antigos como morte. Assim, segundo essa interpretação, o texto seria entendido da seguinte forma: "E irão estes para o castigo [morte] eterno(a), porém os justos, para a vida eterna." Análise da suposta antítese  Essa interpretação de Mateus 25:46, que defende ser o versículo u...

O mau uso e abuso aniquilacionista de João 11:26

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  "e todo o que vive e crê em mim  não  morrerá,  eternamente . Crês isto? " (João 11:26 ARA) A paz do Senhor! Hoje vou abordar um assunto curioso: o uso de algumas traduções da Bíblia que parecem favorecer determinadas crenças. Eles afirmam que a morte atual é uma aniquilação temporária, enquanto a futura seria uma aniquilação eterna, e para sustentar essa ideia recorrem a textos do evangelho de João. Dessa forma, dizem que os ímpios morrem temporariamente agora, mas futuramente morrerão para sempre. A expressão ''não morrerá eternamente'', traduzida literalmente do original, aparece não apenas em João 11:26, mas também em outras passagens do evangelho de João, como João 8:51 e João 8:52. Isso faz com que muitos aniquilacionistas se empolguem, acreditando ter encontrado múltiplas evidências para sustentar suas crenças. Assim, enquanto os justos viveriam para sempre, os ímpios morreriam para sempre. O problema de muitos é simplesmente não pesquisarem mais prof...

O besteirol aniquilacionista do eterno em consequências

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  A paz do Senhor  Para negarem o uso do termo “eterno” no sentido de duração, os aniquilacionistas afirmam que ele se refere apenas a consequências. Assim, o castigo seria eterno em consequências, o horror também seria eterno em consequências, e outros textos usados como referência ao fim dos ímpios seriam interpretados da mesma forma. Para sustentarem essa conclusão, usam passagens supostamente paralelas em entendimento, fora de contexto e sem o devido entendimento, forçando o texto a dizer o que ele não diz. Nesta publicação, farei uma análise de todos os "textos-provas" dessa nova redefinição de termos para adaptar a Bíblia a um entendimento alheio ao seu ensino. Marcos 3:29 e o suposto pecado eterno em consequências  "Mas aquele que blasfemar contra o Espírito Santo  nunca obterá perdão ; é réu de  pecado eterno."  (Marcos 3:29) Olhando para este texto, nossos amigos, de forma convencida, argumentam que ele não pode se referir ao pecado eterno no senti...

Refutando o aniquilacionismo em Romanos 2:7 e Gálatas 6:8

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  "Aqueles que, com perseverança em fazer o bem,  buscam  glória, honra e  incorruptibilidade , terão a vida eterna." (Romanos 2:7) " Quem semeia para a sua carne, da carne colherá corrupção ; mas quem semeia para o Espírito, do Espírito colherá a vida eterna." (Gálatas 6:8) A paz do Senhor! Nesta publicação, farei mais uma análise de textos usados pelos aniquilacionistas para deixar o inferno mais "tranquilo" para o infiel. Eles dizem que, enquanto os justos receberão corpos glorificados e incorruptíveis, os ímpios terão corpos sujeitos à corrupção, isto é com "prazo de validade", o que levaria à sua extinção. Para apoiar essa ideia, usam passagens como Romanos 2:7 e Gálatas 6:8, como foi exposto acima. Porém, quando olhamos essas passagens no contexto maior da Bíblia, vemos que o seu significado não é bem assim como acreditam.  Antes de qualquer coisa, vale lembrar que o motivo do alarde aniquilacionista reside unicamente no termo grego "p...

O conceito de destruição e [segunda] morte nos primeiros séculos

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  A paz do Senhor a todos! Hoje, vamos analisar como os primeiros cristãos entendiam os termos "destruição" e "morte" no contexto do juízo final. Palavras gregas como  apoleia  (ἀπώλεια),  olethros  (ὄλεθρος) e  thanatos  (θάνατος) são frequentemente traduzidas e/ou entendidas como destruição e morte, mas será que esses conceitos significavam aniquilação total para os cristãos primitivos? Para responder a essa questão, examinaremos os escritos de figuras importantes, como Tertuliano, Justino Mártir e Taciano e outros, investigando se eles viam a punição final como um fim definitivo ou como um sofrimento eterno. Em uma  publicação anterior , explorei o significado desses termos e destaquei que, mesmo que impliquem a ideia de morrer, a própria segunda morte do ímpio representa uma separação do reino para um estado de sofrimento eterno. Agora, analisarei esse tema sob a perspectiva dos povos que viveram próximos aos apóstolos. Tertuliano de Cartago T...

Jesus deveria vir em sua geração (Mt. 16:28)?

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A paz do Senhor!     Hoje falaremos sobre aquelas passagens que dão a impressão que Jesus falhou em suas promessas, pois segundo alguns sinceros amigos que não professam a fé cristã, nosso Senhor deveria vir antes dos anos 100 d. C., ou seja, durante aquela geração o qual ele fazia parte. E um dos textos usados como prova é este aqui:   "Em verdade vos digo, alguns dos que aqui estão de modo nenhum provarão a morte  ATÉ QUE  vejam vir o Filho do homem no seu reino". (Mateus 16: 28) E aí? Será que o Senhor errou? Não! Trata-se apenas de uma leitura desatenta do texto. Conexão com Lucas:  Cerca de oito dias depois de proferidas estas palavras..." O evangelho escrito por Lucas traz também a mesma história e é até mais enfático que o de Mateus no cumprimento dessa profecia. Vejamos:  "Porque qualquer que de mim e das minhas palavras se envergonhar, dele se envergonhará o Filho do Homem, quando vier  na sua  glória  e na do Pai e dos san...